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Repórter e cinegrafista são assassinados durante transmissão ao vivo nos EUA; Assista o vídeo

  • Published in Mundo

A repórter Alison Parker e o cinegrafista Adam Ward, de uma TV afiliada à rede norte-americana CBS, foram mortos a tiros nesta quarta-feira (26) enquanto faziam uma entrevista ao vivo no estado da Virgínia, nos Estados Unidos.


Vester Lee Flanagam (Bryce Williams), 41 anos, abriu fogo contra os ex-colegas durante uma transmissão ao vivo e fugiu. Vester Lee Flanigan, suspeito de ter matado a tiros a jornalista e o cinegrafista, morreu em um hospital, informou o xerife do condado de Franklin, Bill Overton.

"Aproximadamente às 13h30, o suspeito morreu no Hospital Fairfax, no norte da Virgina, como resultado de feridas de bala autoinfligidas", disse.

O suspeito havia atirado em si mesmo enquanto era perseguido e foi transportado para o hospital em uma ambulância. Ele usava na mídia o nome de Bryce Williams.

Segundo as autoridades, após o ataque, Flanigan fugiu dentro de um Mustang para o aeroporto local. Lá ele mudou para um Chevrolet Sonic que alugou no começo do mês. O xerife pediu a ajuda da polícia estadual, que ficou de alerta. Uma policial na rodovia I-66 avistou o veículo procurado seguindo na direção leste e acionou o esquema para tentar parar o veículo.

Williams acelerou e fugiu. Cerca de um ou dois minutos depois o veículo saiu da estrada e bateu. Quando a polícia chegou até o carro encontrou o suspeito ferido após atirar em si mesmo.

Flanigan registrou os disparos e postou o vídeo em sua conta no Twitter (veja o vídeo acima). Ele escreveu também que Alison Parker havia feito comentários racistas e que Adam Ward fez uma reclamação contra ele no setor de recursos humanos do canal.

Também foi ferida no tiroteio a entrevistada Vicki Gardner, integrante da Câmara de Comércio da região. Ela conversava com a repórter no momento do crime. Ela foi atingida nas costas, passou por cirurgia e está em condição estável, segundo disse um porta-voz do hospital. Não havia detalhes sobre seu estado de saúde.

O programa “Entertainment Tonight”, da rede CBS, publicou no Twitter uma nota divulgada pela família da jornalista Alison Parker: “Isso é sem sentido e nossa família está destruída”, afirma o texto, que descreve Parker como “vivaz, ambiciosa, esperta, engajada, hilária, bonita e imensamente talentosa”.

Em transmissão ao vivo sobre a repercussão do assassinato de seus dois funcionários, o gerente geral da emissora WDBJ7, Jeff Marks, esclareceu que Flanigan trabalhou na empresa e foi demitido há dois anos por problemas relacionados à sua raiva no ambiente de trabalho.

“Depois de muitos incidentes em que ele reagiu com muita raiva, nós o demitimos. Ele não aceitou bem [a demissão], nós tivemos que chamar a polícia para escoltá-lo para fora do prédio”, afirmou Marks no ar.

Segundo o gerente, o jornalista acionou a Justiça contra funcionários da emissora, que ele acusou de terem sido racistas contra ele. “Ele entrou com uma ação, e fez vários tipos de reclamação. Talvez haja uma sobre Alison [Parker, a repórter que Williams acusou, em seu Twitter, de ter feito comentário racista contra ele, e que foi morta a tiros nesta quarta], eu francamente não me lembro. [Foram reclamações] sobre membros da equipe terem feito comentários racistas, ele é afro-americano.”

Marks continuou, afirmando que a empresa abriu procedimentos sobre as reclamações, mas disse que “nenhuma dessas reclamações foi corroborada”.

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ATENÇÃO O VÍDEO CONTÉM CENAS FORTES:

Informações G1
Foto: Reprodução/Twitter

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